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riscos_e_rabiscos

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E isto magoa-me.

Sou uma pessoa que tem poucos amigos verdadeiros. É um facto. E é verdade que estou muito poucas vezes com eles pois não tenho nenhum que viva perto de mim. compreendo que aqueles que têm filhos e que têm empregos que são demasiado exigentes tenham pouco tempo para se lembrarem de mim.

 

Agora não compreendo isto de quem não tem ocupação e que tem tempo para outros amigos. Fico realmente triste e magoada. Desde que passou a ter uma pessoa na sua vida, esqueceu a amiga de ha tantos anos e que sempre esteve ao seu lado nos bons e maus momentos.

 

Sinto-me tão triste ao perceber que estou completamente à parte da sua vida, uqe desconheço coisas tão básicas e simples do dia a dia. Coisas que se fosse outrora, saberia. Sinto-me triste ao perceber que as sms que ainda trocamos são vazias de conteúdo e dizem sempre o mesmo. Prevejo que esta amizade de tantos anos tenha o desfecho de outra: o agendamento de irmos tomar um café que nunca acontecerá. É que sempre que combino, a outra parte tem sempre algo para fazer. 

 

Não consigo deixar de ficar triste ao pensar nisto. Talvez eu não tenha a importância que pensava que tinha. Pra mim uma amizade de tantos anos não é uma brincadeira. Daqui a pouco faz um ano que não nos vemos.

 

Será que o seu novo companheiro não gostou de mim ou do meu N.? É possível. Mas foi-nos dada uma segunda chance para ver se afinal somos assim tão detestáveis? Não.

 

E não me digam que tem a ver com aquela fase "cor de rosa" que vivemos quando temos um novo amor. Eu também a tive e vivi mas o meu amor era tão grande que eu quis compartilhá-lo com tudo e com todos, e principalmente com os meus amigos. E esta amiga foi uma delas.

 

Fico mesmo triste e magoada.

De lágrima no olho.

"Miss Pepper, encontrei nas minhas coisas o postal que me deste no dia em que casei, há quase 14 anos, e o livro que escrevemos a meias. As Peripécias de M&M que, embora não tenha data, deve contar com uns 25 anos... Bom e é para te dizer que, embora a vida se complique por vezes, e o tempo escorra por entre os dedos, a minha amizade por ti não muda."

 

Recebi esta mensagem no telemóvel. O meu coração ficou enorme, a alma feliz e os olhos rasos de água. Há coisas imutáveis. E a nossa amizade mantém-se sólida e igual desde o primeiro dia, no matter  what...

 

Velha Infância

 

Reencontrei hoje uma pessoa que não via há imenso tempo. Fez-me voltar à minha infância e a momentos felizes.

 

Quando era miúda, uma das minhas amigas de infância vivia na porta em frente à minha, no outro lado da rua. Costumávamos passar dias inteiros na casa uma da outra. Mas eu acabava por passar muito mais tempo na casa dela, uma vez que elas eram três irmãs e eu, naquela altura, era filha única. A irmã do meio tinha apenas mais dois anos que a minha amiga, pelo que brincávamos todas juntas.

 

A irmã mais velha, tinha mais sete anos do que eu. Quando somos pequenos, esta diferença de idades parece abismal. Afinal os interesses e as ideias são diferentes, vamo-nos modificando conforme crescemos.

 

Era giro assistirmos aos namoros e às conversas desta irmã mais velha com os seus amigos. Ela sempre foi muito bonita, com uns belos olhos azuis. Escusado será dizer que namorados não lhe faltavam. Lembro-me de três que foram marcantes.

Nós três – as pirralhas – éramos as voyers de serviço, sempre que ela estava no namoro. Mas em segredo.

 

Fomos crescendo, a diferença de idades foi-se atenuando mais e as empatias crescendo. Um dia ela conheceu o M. e casou-se. Ele tornou-se num conhecido comentador desportivo, ela conseguiu um emprego bom e a família cresceu.

 

O estatuto social modificou-se devido à posição do marido. Mudou de casa para uma zona mais “in”. As irmãs também fizeram a sua vida, e foram morar para locais mas afastados daqui. Mas vemo-nos bastantes vezes pois são visita assídua aos pais. A irmã mais velha não tanto. Tornou-se mais distante e menos envolvida nas confusões familiares.

 

Hoje encontrei-a. Não a via há anos! Está bonita na mesma. Igual a sempre. Com algumas marcas do tempo mas óptima. Notei que ela gostou mesmo de me ver. Conversámos um pouco, enquanto ela esperava pelos pais que tinha vindo buscar, e trocámos piropos: que não parecíamos ter a idade real – oiço sempre esta conversa em relação a mim - , que estávamos na mesma e óptimas. Falámos brevemente sobre as nossas vidas e mandámos beijos para a família. Foi pena não termos mais tempo pois teríamos posto anos de conversa em dia. Gostei mesmo de a ver e de voltar a uma época feliz da minha infância.

 

 

Amigas

                  

Já muitas águas passaram debaixo da ponte, e a sucessão dos dias trouxe nuances de alegria e tristeza.

Crescemos, constituímos uma família, seguimos a nossa vida mas a amizade resiste a tudo e a todos.

 

Também tenho a sensação que foi ontem que estive contigo. Que foi ontem que fomos beber café e que falámos do que nos ia no coração. Continuamos as mesmas. A risota, a cumplicidade, a partilha, as ideias… parecemos aquelas miúdas de há uns tempos atrás. Sem preocupações de gente crescida.

 

Adorei estar contigo de novo. Reviver os nossos momentos bons. Só faltou mesmo uma noitada na conversa ou a beber o nosso Martini Metz. Mas isto ficará para outra vez.

 

Deve haver poucas amizades que resistam ao passar do tempo e da vida, como a nossa tem resistido. É a isto que se chama amizade verdadeira, uma amizade igual ao amor entre duas irmãs. Fizeste-me bem e fazes-me falta. Tu sabes disso.

 

Volta mais vezes, mesmo que seja de surpresa, com um telefonema a meio da manhã.

 

Um Dia Especial

 

Um dia solarengo

De calor ameno e convidativo,

Perfeito para um passeio à beira Tejo.

Uma amiga, dois dedos de conversa

E muita nostalgia nos corações.

O tempo passa mas tudo continua como ontem.

Lágrimas, sorrisos e esgares de conformismo,

Encontros, desencontros e a vida a correr.

Obrigada pela surpresa Amiga.

 

 

Cherish the Love

                     

 

Para mim a amizade é algo muito importante. Já me viram dizer muitas vezes que, na minha opinião, precisamos todos muito uns dos outros.

 

A amizade tem que ser um sentimento altruísta. Dar tudo sem esperar nada em troca. Ajudar o outro como se de si mesmo se tratasse. É estar ao lado mesmo que a distância os separe. É dar a mão e fazer sentir que estamos ali para o que der e vier, ainda que não concordemos com atitudes e decisões. É limpar as lágrimas proferindo palavras de esperança. É afagar e aconchegar quando a vida se desmorona. É dar um passou quando o amigo não o consegue dar e precisa. É abdicar dos nossos problemas para ouvir e ajudar a encontrar soluções para os dos nossos amigos. É partilhar alegrias e tristezas.

 

O amigo é o irmão que nós escolhemos, é o irmão do coração. Muitas vezes gostava de poder fazer mais por eles, de, num estalar de dedos, solucionar situações difíceis. Mas isso é impossível. Resta-me estar sempre à disposição, largando tudo para acorrer a eles, quando sou solicitada.

 

Já o fiz muitas vezes. E aquilo que vejo, neste momento, é que a vida da maior parte dos meus amigos está numa fase de crise. Quase todos eles. Pese embora a sua aparente felicidade, ao que sei, isto é apenas uma “máscara” para ocultar a tristeza, para evitar perguntas, para não revelar fraquezas aos filhos, à família, no emprego. Quem não usou já uma “máscara” destas?

 

É dilacerante ver-se os nossos amigos no “fundo do poço”: a amiga que foi apanhada numa situação amorosa que revolucionou toda a sua vida negativamente e tendo um forte impacto na família; ver uma crise matrimonial de uma amiga que constituía o par que jamais conseguiria viver um sem o outro; acompanhar o fim de um casamento castrador e que, se calhar, não deveria ter acontecido; assistir a uma dualidade amorosa e a consequente obrigatoriedade de escolha; ao terrorismo psicológico a um ser inexperiente, perpetrado por um pseudo-qualquer-coisa.

 

Vocês, meus amigos, mais recentes ou mais antigos, podem sempre contar comigo. Estou aqui para vos ouvir atentamente e estudar, em conjunto, soluções para as agruras da vida. Nunca se esqueçam que eu vos ADORO!

 

Friends Helping Friends

 

Tenho o cérebro feito num oito ou num biscoito ou a desintegrar-se. Como queiram.

 

Tenho que fazer aqui um justo agradecimento à minha amiga Crisálida pela graaande ajuda que me deu hoje.

Passo a explicar: já há algum tempo que fiz um novo layout para o meu blog. Mas quando o fui experimentar a colocar no ar, verifiquei que tinha um erro. Então ficou aqui guardadinho numa caixinha até que me decidisse a ter paciência para descobrir o que se passava.

 

Hoje, viu novamente a luz do dia. Descobri a gralha graças à Existência e à Crisálida, que com a sua boa vontade, resolveu tudo num estalar dedos.

Depois, ensinou-me o resto dos passos e corrigiu mais uns pormenorezinhos. O olho atento e experiente dela não falha! Finalizei o template com uma grande e preciosa ajuda da Crisálida e ainda aprendi uma pipa de coisas.

 

Há que dizer e louvar a disponibilidade que a Crisálida teve comigo. Não é qualquer pessoa que perde tanto tempo a ajudar alguém. A maioria das pessoas nem tocaria no assunto só para não fazer o “frete” de ter que dar umas dicas. Por toda a ajuda, aqui fica o meu agradecimento público, não só pelo ensinamento mas também pela preciosa ajuda.

 

Obrigada por tudo, Crisálida!

 

P. S. – Querem ver a “cara nova” do meu blog? Têm que esperar por amanhã… Não dizem que é ao Domingo que se veste roupa nova?!

 

S.O.S Amizade

Caros amigos blogistas,

É só para vos informar que hoje não há post para ninguém. Vou em socorro da minha comadre/melhor amiga que está a atravessar uma fase muito má.

Mas fiquem descansados que amanhã colocarei aqui uma reflexão e acabarei de responder aos vossos comentários!

Xinhus grandinhos!